quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Desmatamento

Estudo aponta a desertificação no Nordeste e a seca como conseqüências do aquecimento global.
01/09/2006 - 09h38min

CORREIOBRAZILIENSE
A-22

BRASÍLIA, QUINTA-FEIRA, 24 DE AGOSTO DE 2006

MEIO AMBIENTE
Estudo aponta a desertificação no Nordeste e a seca como conseqüências do aquecimento global. Fenômenos são provocados pelo desmatamento

O impacto da ação do homem
HÉRCULES BARROS
DA EQUIPE DO CORREIO

O clima esquentou no planeta e a situação pode piorar se não diminuírem as agressões contra a natureza. Nos últimos 100 anos, a temperatura mundial já subiu 0,7 graus Celsius. E o Brasil já convive com as conseqüências do aquecimento global. Secas, enchentes e ciclones provocam destruição de Norte a Sul do país. Mas, além de vítima, o país ocupa o quarto lugar no ranking dos países que mais emitem gases de efeito estufa no mundo. O desmatamento na Amazônia é apontado como o grande vilão. As queimadas no Norte são responsáveis por cerca de 2% da mudança do clima no planeta e representam em torno de 75% da contribuição para a alteração do tempo no Brasil.
As conseqüências do aquecimento estão na desertificação crescente no semi-árido nordestino, na elevação do nível do mar e na estiagem no Sul e no Norte.

As previsões nada agradáveis são da organização não-governamental (ONG) Greenpeace. Em relatório apresentado ontem, em Brasília, a ONG ambientalista afirma que o país deveria ter seguido a “trilha da descabornização”, mas optou pelo incentivo ao agronegócio. Para a ONG, o país investe pouco em energia renovável, apesar de 90% da produção energética no país ser a partir de usinas hidrelétricas.
Para traçar o impacto do aquecimento global e as principais vulnerabilidades regionais, o Greenpeace percorreu o Brasil de Norte a Sul e documentou os principais fenômenos.

O levantamento enumera o que pode acontecer se o país não mudar o rumo e traz dicas do que deve ser feito por cada cidadão. “Temos que consumir menos, usar mais o transporte coletivo e economizar energia e água”, adverte o coordenador da campanha de clima do Greenpeace, Carlos Rittl. O ambientalista reconhece que existem iniciativas do governo para preservar o meio ambiente, mas o fomento ao agronegócio avança sobre a floresta. “Devido a esta contradição, ainda temos taxas altíssimas de desmatamento”,
afirma.
Para o diretor do Programa de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Ruy de Góes, o avanço do agronegócio ocorre em todas as nações. Não só no Brasil. Ele ressalta que o papel do Estado é regular. “O governo tem feito sua parte. Não se faz combate ao desmatamento de um dia para o outro. Registramos queda em 2005 e a tendência para 2006 é a mesma”, rebate.

Fenômeno
De acordo com o Greenpeace, a queda no desmatamento não é significativa. Entre 2002 e 2004, os índices registraram aumento —de 24 mil quilômetros quadrados destruídos para 27 mil — para depois terem uma redução.
Segundo Rittl, os fenômenos recorrentes da destruição da floresta também não ficam para trás. “A seca na Amazônia, no ano passado, foi a segunda maior da história do estado”, lembra. No Sul, o gaúcho Cleu Ferreira, 42 anos, diz que depois de sentirem na pele as conseqüências da estiagem, os agricultores da região estão se mobilizando.
“Nos últimos seis anos, a estiagem só tem aumentado”, afirma. Segundo o agricultor, no ano passado, os pequenos produtores rurais perderam 75% da safra de milho e 95% do que foi plantado de feijão por causa da seca.

Ferreira é representante da União das Associações Comunitárias de Interior de Canguçu (Unaic).
A instituição tenta identificar alternativas sustentáveis para a produção rural. São mais de 4,5 mil famílias de 28 municípios organizados em 37 associações.
“Os agricultores começam a se mobilizar porque perderam as plantações e a mata nativa não tem resistido à seca”, afirma.
Para o geógrafo Francisco Eliseu Aquino, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o fenômeno não é novo, mas a detecção é recente e, agora, mais fácil de ser percebida.
“O reflexo do problema na agricultura é apenas um dos fatores negativos do quadro de interferência do aquecimento global no Brasil.” Especialista em neve e gelo, Aquino afirma que as geleiras da Antártica estão diminuindo com o aquecimento de 3 graus Celsius na região e tem provocado uma mudança na rota dos ventos extratropicais.
Esta seria uma das explicações da força do furacão Catarina, em 2004, que matou 11 pessoas no Sul do país. Apenas em Santa Catarina, mais de 32 mil casas foram danificadas, com prejuízo de mais de R$ 1 bilhão.

Rastros da destruição pelo país
O aumento da temperatura no Brasil já deixa rastros por todas as regiões do país e revela um quadro preocupante. Na Amazônia, o desmatamento e as queimadas lançam anualmente mais de 200 milhões de toneladas de carbono na atmosfera. A conseqüência é que as estiagens são cada vez mais intensas. Este processo pode levar à savanização da floresta. O alerta é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De janeiro a abril de 2005, as chuvas ficaram entre 30% a 50% abaixo do normal no Acre, em Rondônia e no sul do Pará e do Amazonas. Em julho, a redução chegou a 65%. Se chuva farta é fenômeno raro no Nordeste, com o aumento da temperatura no planeta as precipitações pluviais no semi-árido diminuem ainda mais. É o que prevê o estudo do Greenpeace. Pelas previsões da ONG, o sertão pode virar deserto até o final do século 21. A maior parte dos estados do Nordeste, norte de Minas Gerais e do Espírito Santo seria afetada. As previsões são ainda mais catastróficas para o litoral, que se tornará propício à formação de ciclones. Segundo o relatório, 42 milhões de moradores serão atingidos pelo aumento do nível do mar nas próximas décadas. Furacões podem aparecer em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. (HB)

Previsões para o brasil com o aquecimento Global
Amazônia
As temperaturas na Amazônia aumentarão entre 2 e 3 graus Celsius. O clima fica mais seco, com redução de chuvas entre 10% a 20%. Com o avanço da fronteira agrícola e da indústria madeireira, o nível atual de cobertura florestal vai diminuir dos atuais 5,3 milhões de quilômetros quadrados (85% da área original) para 3,2 milhões de quilômetros quadrados (53% da cobertura original).
O que precisa ser feito:
Proibir o avanço da fronteira agrícola em áreas de floresta e realizar zoneamento ecológico econômico de uso da terra para toda a Amazônia.

Semi-árido
As temperaturas podem aumentar de 2 a 5 graus Celsius no Nordeste até o final do século 21. A caatinga dará lugar a uma vegetação mais árida. O desmatamento na Amazônia pode deixar a região mais seca.
O que precisa ser feito:
proteger as áreas de caatinga em unidades de conservação.

Zona Costeira
O nível do mar vai subir entre 30 e 80 centímetros nos próximos 50 anos. Construções a beira mar vão desaparecer. Furacões poderão atingir a extensa costa brasileira.
O que precisa ser feito:
Desenvolver amplo planejamento urbano para prevenir e adaptar as cidades às mudanças provocadas pela elevação do nível do mar.

Região Sul
Os extremos de temperatura no verão e inverno podem inviabilizar a produção de grãos. Chuvas intensas vão castigar as cidades.
O que precisa ser feito:
Adaptar o calendário agrícola às alterações climáticas já observadas na região.

Agricultura
As lavouras de grãos tendem a migrar par ao Centro-Oeste e o Norte, e culturas perenes, como o café e a laranja, para o Sul do Brasil.
O que precisa ser feito:
Adaptar o zoneamento agrícola às alterações climáticas e monitorar fenômenos extremos para planejamento e plantio.

RECURSOS HÍDRICOS
A geração de energia ficará comprometida com a falta de chuvas em algumas regiões. A diminuição de vazão nos rios vai limitar a diluição de esgotos.
O que precisa ser feito:
Recursos hídricos – abandonar projetos de usinas hidrelétricas que prejudiquem a vazão dos rios e causem impacto ambiental.

GRANDES CIDADES
Ficarão mais quentes e mais suscetíveis a inundações, enchentes e desmoronamentos em áreas de risco.
O que precisa ser feito:
Implantar sistema de transporte coletivo integrado a outros meios de transporte para desestimular o uso diário de automóvel.

SAÚDE
As doenças infecciosas transmissíveis vão aumentar. A dengue e a malária podem se alastrar pelo país.
O que precisa ser feito:
Criar sistemas e programas de informação à população para permitir a ação preventiva diante de eventos climáticos extremos com mapeamento de vulnerabilidade, planos de contingência, além de sistema de vigilância epidemiológica e ambiental.

Fonte: Organização Não-Governamental Greenpeace.

Mudanças climáticas II

Catarina, NASA (USA)

Ciclones no Sul/Sudeste
evidenciam efeitos das
mudanças climáticas
no Brasil


São Paulo, em 08 de maio de 2.004 - A chegada de um novo ciclone no Sul / Sudeste esta semana, menos devastador que o "Catarina", cujo tamanho e potência foi classificado como "furacão" pela NASA, Estados Unidos, provocou mobilização, discussões e pesquisas sobre as evidências de que os efeitos das mudanças climáticas estão sendo permanentes e irão provocar fenômenos que antes não existiam no Brasil.

Os pesquisadores, cientistas e principalmente os ambientalistas estão atentos para o que pode ser uma aceleração das mudanças que estão sendo anunciadas e acontecendo, em todo o mundo.

O alerta não é novidade, está aí o Protocolo de Kyoto, onde a preocupação de mais de uma centena de nações vem sendo colocada de forma indiscutível cientificamente e não há discussões sérias que possam por em dúvida que as mudanças estão efetivamente ocorrendo e é necessário uma mobilização urgente para se evitar danos terríveis e irreversíveis a regiões e populações.

Mudanças climáticas

Estudo traça cenário de mudanças climáticas no Brasil para os próximos 50 anos

Juliane Sacerdote e Yara Aquino
Da Agência Brasil


Brasília - O Brasil sofrerá sérias mudanças climáticas nos próximos 50 anos, se não forem tomadas medidas de preservação do meio ambiente, como a redução dos índices de desmatamento e de liberação de gases causadores do efeito estufa.É o que aponta o estudo "Cenário climático futuro: avaliações e considerações para a tomada de decisões", coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O trabalho foi financiado pelo Ministério do Meio Ambiente e teve apoio do Banco Mundial.

O estudo leva em conta dois cenários: um pessimista e outro otimista. No primeiro, estima-se que o desmatamento e a poluição continuem na proporção em que ocorrem atualmente e que o Protocolo de Quioto não seja seguido. Nesse caso, nos próximos 50 anos, a temperatura na Amazônia poderia sofrer aquecimento entre 6 e 8 graus e redução da chuva em 20%.

O cenário otimista considera uma sociedade ecologicamente correta, onde seriam reduzidas a poluição e o desmatamento e seguido o Protocolo de Quioto. O aumento de temperatura na região amazônica não seria evitado, porém seria menor, entre 4 e 5 graus e a redução das chuvas ficaria entre 10% e 15%.

O Nordeste seria outra região gravemente afetada. De acordo com o estudo, o clima da região pode passar de semi-árido para árido, que se assemelha ao clima de deserto, sem chuvas. A alteração teria, inclusive, conseqüências sociais, como a migração da população local, aponta o estudo. Em outras regiões, como a Sul, deve haver mudanças na distribuição das chuvas durante o ano, o que pode resultar em problemas para a agricultura.

De acordo com o coordenador do estudo, José Antônio Marengo, para amenizar o cenário futuro, é preciso evitar a queimada de biomassas, reduzir o desmatamento e oferecer incentivos governamentais para as empresas que poluem menos. Segundo Marengo, que é pesquisador do Inpe, a população também pode colaborar usando menos os veículos e consumindo menos água. .

Marengo alerta que, apesar das pessoas se adaptarem às temperaturas, que vêm sofrendo um processo de aumento contínuo há cerca de 50 anos, as crianças e os idosos são os mais afetados pelas alterações. “Os idosos podem ter infartos ou desidratação, podendo chegar à morte”, afirma.

As análises traçadas pelo estudo, que segue para a segunda etapa, servirão para subsidiar políticas ambientais de enfrentamento à situação. “O estudo quer saber também quanto vai custar a mudança climática no Brasil. É o primeiro estudo efetivo que vai organizar o cenário climático de todo o país”, afirma o pesquisador.

Enchentes e secas no Brasil

Texto para suporte da equipe

Extraído de: Terra Noticias - 11 de Janeiro de 2009
Michel Alecrim

Durante a primavera e o início do verão, regiões próximas viveram situações opostas. De um lado, tempestades arrasadoras, de outro, estiagem prolongada. Enquanto o interior dos Estados do Sul e de São Paulo sofreram com a seca, em Santa Catarina, Minas Gerais, Norte do Rio e Espírito Santo houve o flagelo dos dilúvios. Cientistas associam a loucura do clima ao aquecimento global e as autoridades acreditam que é preciso se preparar para as condições extremas que poderão ocorrer daqui para a frente. Ontem, um temporal alagou 12 bairros em Paraty.

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"Estamos estudando o fenômeno de Santa Catarina e ainda não temos resposta. É possível que seja resultado do aquecimento global. Os alertas são de que haverá aumento na freqüência de eventos extremos, como chuvas fortes, estiagem prolongada, ondas de frio e calor, ciclones e furacões", explica o professor do Departamento de Meteorologia da UFRJ Isimar dos Santos.

As chuvas que castigaram principalmente o Vale do Itajaí e deixaram rastro de mais de 130 mortos no estado do Sul não tiveram como vilão desta vez o temido El Niño, responsável pela tragédia da década de 80, o que intriga os especialistas. Também perplexos estão moradores do Norte e Noroeste do Rio, que afirmam nunca terem visto os rios subirem tanto.

Estado de emergência em Paraty




O temporal que atingiu Paraty na madrugada de sábado provocou uma tromba d¿água que fez o Rio Perequê-Açú, que corta a cidade, subir cerca de 1,5 metro e alagar 12 bairros em sua margem, alguns próximos ao centro histórico. Casas, carros e calçadas foram destruídas. Pelo menos mil pessoas estão desalojadas e 50 desabrigadas. Metade do município está sem água potável devido ao rompimento de uma adutora do principal reservatório da cidade, o de Pedra Branca. Foi decretada situação de emergência e não está descartada a possibilidade de decretação de estado de calamidade pública.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Paraty, Antônio Tavares, carros-pipa estão sendo usados para levar água potável de Angra dos Reis aos bairros sem água. "O problema pode se agravar porque o nível do reservatório de Caboclo está diminuindo", disse Tavares.

Rastro de mortos e desabrigados


As chuvas em Santa Catarina causaram prejuízos incalculáveis para o estado e deixaram quase 140 mortos. Quando os rios atingiram o nível mais alto, mais de 70 mil pessoas estavam fora de suas casas. Por causa da tragédia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou a região no fim de novembro. O governo federal liberou R$ 2 bilhões para o atendimento às vítimas e para a reconstrução do estado. As Forças Armadas foram empregadas para ajudar a população.

No último balanço da Defesa Civil, havia 81 municípios em estado de emergência ou calamidade pública e seis pessoas se encontram desaparecidas, o que pode elevar o número de mortos.

Em Minas Gerais, são 57 os municípios em situação de emergência e calamidade pública. Segundo a Defesa Civil, 23 pessoas morreram por conta das chuvas dos últimos meses. As tempestades agravam os alagamentos no Estado do Rio por conta dos rios que nascem no estado vizinho. Atualmente, há mais de 30 mil pessoas fora de casa na região.

Catástrofe traz danos à agricultura


O meteorologista Marcelo Martins, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), é outro que se debruça sobre os dados do tempo para tentar obter uma explicação para o fenômeno que arrasou boa parte do Estado. Mas, para ele, também é alarmante a seca que vem causando prejuízos à agricultura de uma área mais vasta.

"A chuva chama a atenção porque mata rapidamente, mas a seca também traz efeitos ruins para a população. Falta comida e os preços sobem. Não tem como dizer de bate-pronto, mas pode haver relação com o aquecimento global", afirma o pesquisador.

Ele vem analisando dados também de países vizinhos, como Argentina, Paraguai e Uruguai, onde a seca também é avassaladora e a falta de chuvas na América do Sul eleva o preço de alimentos que vão para a mesa do brasileiro. Como a meteorologia é uma ciência global, as fortes nevascas que atingem países da Europa e os Estados Unidos são fenômenos anormais em estudo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O efeito estufa e o aquecimento global

O Efeito Estufa e o Aquecimento Global








O aquecimento global é o aumento da temperatura terrestre (não só numa zona específica, mas em todo o planeta) e tem preocupado a comunidade científica cada vez mais. Acredita-se que seja devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos em nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito Estufa, tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.



Há muitas décadas que se sabe da capacidade que o Dióxido de Carbono tem para reter a radiação infravermelha do Sol na atmosfera, estabilizando assim a temperatura terrestre por meio do Efeito Estufa, mas, ao que parece, isto em nada preocupou a humanidade que continuou a produzir enormes quantidades deste e de outros gases de Efeito Estufa.



A grande preocupação é se os elevados índices de Dióxido de Carbono que se têm medido desde o século passado, e tendem a aumentar, podem vir a provocar um aumento na temperatura terrestre suficiente para trazer graves conseqüências à escala global, pondo em risco a sobrevivência dos seus habitantes.



Na realidade, desde 1850 temos assistido a um aumento gradual da temperatura global, algo que pode também ser causado pela flutuação natural desta grandeza. Tais flutuações têm ocorrido naturalmente durante várias dezenas de milhões de anos ou, por vezes, mais bruscamente, em décadas. Estes fenômenos naturais bastante complexos e imprevisíveis podem ser a explicação para as alterações climáticas que a Terra tem sofrido, mas também é possível e mais provável que estas mudanças estejam sendo provocadas pelo aumento do Efeito Estufa, devido basicamente à atividade humana.



Para que se pudesse compreender plenamente a causa deste aumento da temperatura média do planeta, foi necessário fazer estudos exaustivos da variabilidade natural do clima. Mudanças, como as estações do ano, às quais estamos perfeitamente habituados, não são motivos de preocupação.



Na realidade, as oscilações anuais da temperatura que se têm verificado neste século estão bastante próximo das verificadas no século passado e, tendo os séculos XVI e XVII sido frios (numa escala de tempo bem mais curta do que engloba idades do gelo), o clima pode estar ainda a se recuperar dessa variação. Desta forma os cientistas não podem afirmar que o aumento de temperatura global esteja de alguma forma relacionado com um aumento do Efeito Estufa, mas, no caso dos seus modelos para o próximo século estarem corretos, os motivos para preocupação serão muitos.



Segundo as medições da temperatura para épocas anteriores a 1860, desde quando se tem feito o registro das temperaturas em várias áreas de globo, as medidas puderam ser feitas a partir dos anéis de árvores, de sedimentos em lagos e nos gelos, o aumento de 2 a 6 ºC que se prevê para os próximos 100 anos seria maior do que qualquer aumento de temperatura alguma vez registrado desde o aparecimento da civilização humana na Terra. Desta forma torna-se assim quase certo que o aumento da temperatura que estamos enfrentando é causado pelo Homem e não se trata de um fenômeno natural.



No caso de não se tomarem medidas drásticas, de forma a controlar a emissão de gases de Efeito Estufa é quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que continuará indefinidamente, e cujos efeitos serão piores do que quaisquer efeitos provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos provavelmente assistir às maiores catástrofes naturais (agora causadas indiretamente pelo Homem) alguma vez registradas no planeta.



A criação de legislação mais apropriada sobre a emissão dos gases poluentes é de certa forma complicada por também existirem fontes de Dióxido de Carbono naturais (o qual manteve a temperatura terrestre estável desde idades pré-históricas), o que torna também o estudo deste fenômeno ainda mais complexo.



Há ainda a impossibilidade de comparar diretamente este aquecimento global com as mudanças de clima passadas devido à velocidade com que tudo está acontecendo. As analogias mais próximas que se podem estabelecer são com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica ou com o drástico arrefecimento global que levou à extinção dos dinossauros. O que existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa, por todo o planeta tanto no nível da fauna como da flora. Esta analogia vem reforçar os modelos estabelecidos, nos quais prevêem que tanto os ecossistemas naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser fortemente pressionados e postos em perigo.

Desmatamento do Brasil

História do desmatamento no Brasil




O desmatamento, também chamado de desflorestamento, nas florestas brasileiras começou no instante da portugueses . Interessados no lucro com a venda do pau-brasil na Europa, os portugueses iniciaram a exploração da Mata Atlântica.




Urbanização e desmatamento



O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores. Áreas enormes de matas são derrubadas para a construção de condomínios residenciais e pólos industriais.


Queimadas e incêndios



Outro problema sério, que provoca a destruição do verde, são as queimadas e incêndios florestais. Muitos deles ocorrem por motivos econômicos. Proibidos de queimar matas protegidas por lei, muitos fazendeiros provocam estes incêndios para ampliar as áreas para a criação de gado ou para o cultivo. Também ocorrem incêndios por pura irresponsabilidade de motoristas. Bombeiros afirmam que muitos incêndios tem como causa inicial as pontas de cigarros jogadas nas beiradas das rodovias.



No mundo



Este problema não é exclusivo do nosso país. No mundo inteiro o desmatamento ocorreu e ainda está ocorrendo. Nos países em desenvolvimento, principalmente asiáticos como a China, quase toda a cobertura vegetal foi explorada. Estados Unidos e Rússia também destruíram suas florestas com o passar do tempo.



As ações contra o desmatamento

Enchentes e secas no brasil

Trata-se de um fenômeno natural, caracterizado pelo atraso na precipitação de chuvas ou a sua distribuição irregular, que acaba prejudicando o crescimento ou desenvolvimento das plantações agrícolas.
O problema não é novo, nem exclusivo do Nordeste brasileiro. Ocorre com freqüência, apresenta uma relativa periodicidade e pode ser previsto com uma certa antecedência. A seca incide no Brasil, assim como pode atingir a África, a Ásia, a Austrália e a América do Norte.



No Nordeste, de acordo com registros históricos, o fenômeno aparece com intervalos próximos a dez anos, podendo se prolongar por períodos de três, quatro e, excepcionalmente, até cinco anos. As secas são conhecidas, no Brasil, desde o século XVI.



A seca se manifesta com intensidades diferentes. Depende do índice de precipitações pluviométricas. Quando há uma deficiência acentuada na quantidade de chuvas no ano, inferior ao mínimo do que necessitam as plantações, a seca é absoluta.



Em outros casos, quando as chuvas são suficientes apenas para cobrir de folhas a caatinga e acumular um pouco de água nos barreiros e açudes, mas não permitem o desenvolvimento normal dos plantios agrícolas, dá-se a seca verde.



Essas variações climáticas prejudicam o crescimento das plantações e acabam provocando um sério problema social, uma vez que expressivo contingente de pessoas que habita a região vive, verdadeiramente, em situação de extrema pobreza.



A seca é o resultado da interação de vários fatores, alguns externos à região (como o processo de circulação dos ventos e as correntes marinhas, que se relacionam com o movimento atmosférico, impedindo a formação de chuvas em determinados locais), e de outros internos (como a vegetação pouco robusta, a topografia e a alta refletividade do solo).

Secas na região rio grande do sul
Rio Grande do Sul vive hoje uma crise incomparável. A cada dia mais municípios declaram Estado de Emergência, com alguns beirando a calamidade(até o final do dia 22/02, 65% do Estado gaúcho havia declarado situação de mergência). A base da crise se encontra na forte seca que se abate sobre o setoragropecuário, somando-se a algo semelhante já ocorrido no verão anterior.

Asperdas são enormes, chegando a mais de 50% na soja em muitas regiões, a100% no milho do tarde, a 70% no feijão, a 20% no arroz (nesta cultura osestragos só não são maiores porque o sistema de irrigação sustenta a produção),com localidades já não tendo mais água para beber; projeção de 50% de perdasna atividade leiteira nos próximos meses; sem falar na uva, outras frutas, ortigranjeiros e fumo.

É uma crise estadual que merece ser tratada como tal pelogoverno gaúcho. As perdas em valores são astronômicas, e aumentarão ainda ais, indicando que 2005 será um dos piores anos na economia gaúcha em gerale no Noroeste do Estado em particular. Para piorar as coisas, os preços dosprodutos estão muito baixos neste momento (a soja, por exemplo, perdeu 50% de eu valor de uma safra para outra, tendo como complicador perdas por enfrentarum preço defasado pela sobrevalorização do real).


Secas no Nordeste

Ao contrário do que muitos pensam, a seca não atinge toda região nordeste. Ela se concentra numa área conhecida como Polígono das Secas. Esta área envolve parte de oito estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do norte de Minas Gerais.

Causas da Seca

As principais causas da seca do nordeste são naturais. A região está localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias vindas do sul. Logo, permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gerando precipitações pluviométricas (chuvas).

O desmatamento na região da Zona da Mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão nordestino.

Características da região

- Baixo índice pluviométrico anual (pouca chuva);
- Baixa umidade;
- Clima semi-árido;
- Solo seco e rachado;
- Vegetação com presença de arbustos com galhos retorcidos e poucas folhas (caatinga);
- Temperaturas elevadas em grande parte do ano.

Seca, fome e miséria: um problema social

A seca, além de ser um problema climático, é uma situação que gera dificuldades sociais para as pessoas que habitam a região. Com a falta de água, torna-se difícil o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. Desta forma, a seca provoca a falta de recursos econômicos, gerando fome e miséria no sertão nordestino. Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob Sol e calor forte, para pegar água, muitas vezes suja e contaminada. Com uma alimentação precária e consumo de água de péssima qualidade, os habitantes do sertão nordestino acabam vítimas de muitas doenças.

O desemprego nesta região também é muito elevado, provocando o êxodo rural (saída das pessoas do campo em direção as cidades). Muitas habitantes fogem da seca em busca de melhores condições de vida nas cidades.

Estas regiões ficam na dependência de ações públicas assistencialistas que nem sempre funcionam e, mesmo quando funcionam, não gera condições para um desenvolvimento sustentável da região.

Ações para diminuir o impacto da seca

- Construções de cisternas, açudes e barragens;
- Investimentos em infra-estrutura na região;
- Distribuição de água através de carros-pipa em épocas de estiagem (situações de emergência);
- Implantação de um sistema de desenvolvimento sustentável na região, para que as pessoas não necessitem sempre de ações assistencialistas do governo;
- Incentivo público à agricultura adaptada ao clima e solo da região, com sistemas de irrigação.

Secas no no norte

As regiões Nordeste e Norte do Brasil, que estão sofrendo com fortes chuvas nas últimas semanas, devem voltar a ser atingidas por temporais hoje, segundo previsão do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). As chuvas já provocaram 18 mortes nos Estados do Ceará, do Maranhão e da Bahia, além de deixar mais de 483 mil desalojados nos três Estados e ainda no Piauí, no Pará e no Amazonas.


Seca no centro-oeste

A seca no centro-oeste este ano vai ser branda.
Iniciando com chuva...



Chuva no Brasil este ano


Chuvas no Brasil em 2009 é o nome dado ao desastre natural resultado das chuvas e inundações que estão ocorrendo nas regiões Norte e Nordeste do Brasil desde o início do mês de abril de 2009. Começaram no Maranhão e posteriormente atingiram o Pará, o Amazonas e o restante das duas regiões[1].

No momento, há 19 mortos e 186 mil desabrigados nessas regiões[2][3]. Segundo informações, é a maior cheia no Norte desde 1953 as marcações no cais flutuante da cidade de Manaus e Rio Branco (rio Acre) não registram altura igual e no Nordeste desde 1985, tudo indicando que as cheias no norte não são devido as cheias dos Andes e sim devido ao fenômeno da inversão de fluxo de todos os rios do norte, muito comum num perfil topográfico semelhante ao solo da região amazônica , nada mais que o segmento de uma planície com poucos metros do nível do mar e implicá que toda a inundação na foz repercute logo após nas cabeceiras por exemplo, depois que o nível começa a diminuir na cidade de Manaus é o momento que inicia a cheia na cidade de Assis Brasil na divisa com o Peru. Esse é um fenômeno muito comum nessa região.